Paulo Coelho, 20 anos de “O alquimista”

Paulo Coelho é um escritor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 1947, casado com Christina Oiticica, vive num pequeno povoado perto dos Pirineus franceses, num moinho antigo e reformado para virar uma residência.

Antes de escrever livros, ele dedicava- se à música em parceria com o cantor Raul Seixas. Algumas das suas composições mais conhecidas sao “Gita” e “Eu nasci há dez mi anos atrás” , já com um tom místico que lhe caracteriza e que o fez ser o escritor mais conhecido no exterior na atualidade. A busca espiritual o fez percorrer o Caminho de Santiago em 1986, na Espanha, experiência que descreveu em “Diário de um mago”; em 1988 veio o “O alquimista” que veio a ser o livro mais vendido no Brasil e com mais de 35 milhões de cópias vendidas no mundo.

Veja os vídeos de “Gita” e “Eu nasci há dez mil anos atrás” com o “maluco beleza” (assim é conhecido) Raul Seixas:

Raul Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989)

“O alquimista” faz aniversário, mas o destaque eu darei para uns trechos de “Brida”, que tenho como lição de vida:

“Ninguém pode possuir um pôr-do-sol como aquele que se viu uma tarde… assim como ninguém pode possuir uma tarde de chuva a bater na vidraça, ou a serenidade que uma criança espalha em seu redor enquanto dorme, ou o momento mágico das ondas a rebentar nas rochas.
Ninguém pode possuir o que de mais belo existe na Terra- mas podemos conhecer e amar. Com estes momentos o verdadeiro Deus mostra-se aos Homens. Não somos donos do sol, nem da tarde, das ondas ou mesmo da visão de Deus- porque não podemos possuir-nos a nós próprios.
As pessoas dão flores como presente porque é nas flores que está o verdadeiro sentido do Amor. Quem tentar possuir uma flor, verá a sua beleza murchar. Mas quem apenas a olhar num campo, permanecerá para sempre com ela, porque ela combina com a tarde, com o pôr-do-sol, com o cheiro da terra molhada e com as nuvens no horizonte.
Isso aprendi contigo, nunca serás meu; por isso ter-te-ei para sempre.
Lembrar-me-ei para sempre que o Amor é liberdade.
Lembrar-me-ei de ti toda a vida, e talvez tu te lembres de mim.
Assim como lembrarei aquele entardecer, as janelas com chuva e das coisas que teremos para sempre porque não podemos possuí-las.”

Leia Brida aqui, versao completa em pdf.

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